Um ato em memória de Caíque dos Santos Reis, de 16 anos, terminou em confusão na noite de quinta-feira (9), em Salvador. Durante a manifestação, que pedia justiça pela morte do adolescente em uma ação policial no bairro de São Marcos, um policial militar agrediu um homem com um tapa no rosto.
Segundo relatos, o desentendimento começou quando o agente tentou impedir que o manifestante gravasse imagens do protesto. A cena foi registrada em vídeo e repercutiu nas redes sociais. O policial envolvido não teve o nome divulgado.
A Polícia Militar da Bahia se pronunciou sobre o episódio. Em nota, declarou que não admite condutas fora da legalidade e dos princípios de respeito aos direitos humanos e que a situação será apurada em diferentes esferas.
Os militares ligados ao Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furto e Roubos de Coletivos (BPFRC), envolvidos tanto na agressão quanto na operação que resultou na morte do adolescente, foram afastados das atividades operacionais. Além de prestar depoimento, passaram a receber acompanhamento psicológico e atividades de apoio emocional no Departamento de Promoção Social da corporação.
As apurações seguem em duas frentes: administrativa, conduzida pela Corregedoria-Geral da PM, e criminal, sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
Na nota oficial, a corporação reafirmou compromisso com a transparência, com a defesa da vida e com a responsabilização de eventuais excessos cometidos por seus agentes.


