Os guardas municipais flagrados em vídeo agredindo um idoso de 65 anos com socos e chutes em Salvador foram afastados preventivamente das atividades operacionais. O caso, ocorrido no último domingo (5), no bairro de Itapuã, será investigado pela Corregedoria da corporação.
As imagens, divulgadas nesta terça-feira (7) pela TV Bahia, mostram o momento em que o carro do aposentado colide com uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM). Após a batida, os agentes descem do veículo, cercam o motorista e passam a agredi-lo com chutes e socos. O homem cai no meio da rua, continua sendo atingido e, em seguida, é imobilizado e levado para a viatura.
Versões apresentadas
Segundo a GCM, os agentes participavam de uma blitz na Avenida Orlando Gomes, em Piatã, quando o motorista desobedeceu à ordem de parada. O órgão informou que o idoso fugiu após alegar ter um documento de liberação e que, durante a perseguição, realizou uma manobra que colocou em risco os agentes e terceiros.
Em nota, a corporação afirmou que a ação seguiu os protocolos de uso progressivo da força e que a abordagem foi reativa à tentativa de fuga e à resistência à prisão.
A Transalvador também se manifestou e informou que o aposentado apresentou sinais de embriaguez no teste do etilômetro (bafômetro). Ainda de acordo com o órgão, ele se recusou a realizar uma segunda aferição, estava com o licenciamento atrasado e tentou fugir do local após ser informado das autuações.
O idoso foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde o caso foi registrado.
Defesa do aposentado
A defesa do motorista, no entanto, contesta a versão. Segundo a advogada Bruna Azevedo, o idoso sofreu quatro fraturas nas costelas em decorrência das agressões e precisou ser internado em um hospital particular de Salvador após deixar a delegacia.
A advogada afirmou que o desentendimento começou quando o aposentado tentava comprovar o pagamento do licenciamento do veículo, mas foi ameaçado por um agente de trânsito de que o carro seria apreendido.
“Nós estamos buscando todas as medidas judiciais cabíveis para que os guardas municipais presentes, inclusive o agente de trânsito, respondam dentro da legalidade”, disse Bruna Azevedo.


