Entre praias, bares e casas noturnas, o Rio Vermelho é lembrado como o reduto mais boêmio de Salvador. Mas, além da movimentação cultural e turística, o bairro também se tornou alvo de uma ação integrada para conter crimes patrimoniais, como furtos e assaltos.
O chef e empresário Ricardo Silva, dono do restaurante Silva, avalia que a imagem de insegurança difundida recentemente não corresponde ao dia a dia da região. “Houve matérias que criaram a ideia de que o bairro estava muito violento e cheio de moradores de rua. Não é o que vemos. O Rio Vermelho é um bairro de passagem, recebe muita gente e, naturalmente, aparecem guardadores de carros, pedintes, esse tipo de situação. Mas continua sendo um lugar acolhedor e bastante procurado”, destacou.
Segundo ele, comerciantes e moradores mantêm diálogo constante com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM). “A presença da Guarda tem sido recorrente. Além da repressão a flanelinhas, temos visto equipes de assistência social atuando junto a usuários de drogas e pessoas em situação de rua, o que mostra que o problema não é apenas policial”, acrescentou.
A posição da Guarda Municipal
Bruno Muniz, gerente de Operações da GCM, reforça que o bairro não figura entre os mais violentos da capital baiana. “Avaliamos junto à PM e à Associação de Comerciantes que o Rio Vermelho não tem índices alarmantes. Existem pequenos delitos, situações típicas de grandes cidades, mas não se trata de uma área crítica”, afirmou.
Ele explica que a atuação da Guarda ocorre de forma coordenada com a Polícia Militar, em horários específicos. “Realizamos blitze contra flanelinhas irregulares — em uma delas, inclusive, identificamos um indivíduo com mandado de prisão em aberto. Também intensificamos o patrulhamento preventivo, o que garante uma resposta mais ágil às demandas da região”, concluiu.


