Um esquema de movimentação financeira ilícita, que utilizava empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, foi alvo da Operação Anátema, deflagrada nesta quarta-feira (24). A ofensiva mobilizou mais de 170 policiais em ações realizadas na Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.
As investigações tiveram início em 2023, quando foram identificadas conexões interestaduais e até internacionais, evidenciando a amplitude da atuação do grupo criminoso. Segundo a polícia, a quadrilha movimentava grandes quantias por meio de fraudes e lavagem de dinheiro, mantendo vínculos diretos com o tráfico de entorpecentes.
A operação reuniu equipes de diversos departamentos especializados da Polícia Civil, incluindo o Deic, Denarc, Draco, Dip, Depom, Depin, além da Polinter e da COPJ. Também participaram a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reforçando a integração entre órgãos de segurança e fiscalização.
De acordo com as autoridades, o objetivo é desarticular toda a rede financeira da organização, atingindo desde os responsáveis pela lavagem de dinheiro até os operadores diretos do tráfico.


