O ano era 2020 quando suspeitos começaram a tirar o sossego de moradores da Rua da Paz, no bairro Nova Constituinte, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, promovendo racha de motos e tráfico de drogas. Cinco anos se passaram e, segundo relatos de pessoas que residem na localidade, a situação permanece e com uma frequência ainda maior.
Em entrevista ao Liga da Notícia, uma morador relatou que as ações ilegais são cometidas por jovens que, além de ficarem na frente de residências vendendo drogas, também promovem “rachas” com motos na rua (corrida ilegal realizada com motocicletas em vias públicas, sejam elas urbanas, rurais ou rodovias, frequentemente chamada de pega).
“Eles ocupam, inclusive, a entrada de um imóvel que atende crianças atípicas. Os pais não conseguem buscar seus filhos de carro, pois os jovens empinam motos, fazem rachas e consomem drogas e álcool na frente do local’’ relatou o morador.
Ainda segundo o denunciante, na tentativa de coibir a prática envolvendo as motocicletas, foram instalados quebras-molas na rua, porém, nem mesmo as estruturas de concreto conseguiram frear a prática de rachas. “Colocamos dois quebra-molas para tentar inibir as corridas de moto, mas a situação persiste. Muitos pais não se sentem seguros em mandar os filhos sozinhos para a escola. O tráfego na rua é caótico, a ponto de impedir até a passagem de carros de lixo”, contou o morador.
O morador acrescentou que já registrou um boletim de ocorrência na polícia, mas, segundo ele, a demanda foi enviada para o Transalvador e nada foi resolvido até o momento.
Procurada pelo Liga, a PM informou, por meio de nota, que não houve acionamento para a ocorrência. “O policiamento em Rio Sena segue sendo intensificado pela 18ª CIPM, unidade responsável pelo patrulhamento da região, com o apoio de equipes do Comando de Policiamento Regional da Capital (CPRC) BTS, da CIPT/Rondesp BTS e de unidades convencionais e especializadas da Polícia Militar”, disse a corporação.
O que diz a Transalvador
A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) se pronunciou sobre a denúncia e, por meio de nota, o órgão disse que não “tem competência para fiscalizar infrações de trânsito. A autarquia municipal realiza operações em diversas áreas da cidade visando coibir essas condutas”.
Muitas dessas ações ocorrem com apoio da Polícia Militar, que possui competência legal para inibir condutas criminosas, como a venda de drogas e a participação, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada (“rachas”). Diante de situações que sejam enquadradas como infração de trânsito, a Transalvador pode ser contactada pelo Fala Salvador, número 156, ou pelo aplicativo NOA Cidadão”, completou a Transalvador.


