A Polícia Civil realizou, nesta semana, perícia em um imóvel no bairro Jardim Imperador, em Praia Grande, litoral de São Paulo, que teria servido de apoio ao grupo suspeito de executar o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. No local, a investigação apura se estava guardado um dos fuzis utilizados no crime.
O imóvel, localizado a cerca de oito quilômetros da sede da prefeitura, tem fachada fechada, piscina e churrasqueira. Segundo apuração da TV Tribuna, a casa foi ocupada pela quadrilha por alguns dias e pode ter sido usada para planejar a execução. A perícia identificou pelo menos 40 impressões digitais que agora passam por análise.
As informações surgiram a partir do depoimento de Dahesly Oliveira Pires, presa nesta quinta-feira (18). Ela contou que saiu de Diadema, no ABC Paulista, a mando de Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, para buscar um dos fuzis na residência. Além dela, outros três suspeitos seguem foragidos: Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Mascherano”, Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, e o próprio Luiz Antonio.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou os nomes e fotos dos investigados. Também é apurado se Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul” ou “Colorido”, apontado como liderança do PCC na Baixada Santista, tem ligação direta com o caso.
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado na noite de segunda-feira (15), logo após sair do expediente na Prefeitura de Praia Grande, onde trabalhava após a aposentadoria na Polícia Civil. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que três homens armados com fuzis descem de uma caminhonete e disparam contra o carro do ex-delegado.


