O Governo da Bahia apresentou, nesta quarta-feira (17), o projeto da Ponte Salvador-Itaparica, em sessão na Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Estiveram presentes o secretário da Casa Civil, Afonso Florence, o diretor de planejamento da Seinfra, Mateus Dias, e representantes do consórcio responsável pela obra.
Segundo o governo, as obras estão previstas para começar em fevereiro de 2026 e devem ser concluídas em junho de 2031, com contrato de concessão de 35 anos — incluindo licenciamento, construção e operação. A mobilização dos canteiros será iniciada em dezembro de 2025, após aditivo contratual assinado em junho.
Estrutura e acesso
A ponte terá 12,4 km de extensão, tornando-se a maior da América Latina, com três faixas em cada sentido e um separador móvel ajustável conforme o tráfego. O vão central terá 482 metros de largura e 85 metros de altura, permitindo a passagem de grandes embarcações, enquanto os mastros principais alcançarão 218 metros de altura.
O acesso será feito pela Via Expressa, com 4,4 km de viadutos e dois túneis de 425 metros. Do lado de Vera Cruz, está prevista a construção de uma nova rodovia e a duplicação da BA-001, garantindo mais fluidez para quem segue em direção ao Recôncavo e ao Baixo Sul.
Impacto para a Bahia
O governo avalia que a obra terá grande impacto social, urbano e econômico, beneficiando cerca de 10 milhões de pessoas, aproximando Salvador do interior e reduzindo o tempo de viagem para diversas regiões. A ideia de conectar a capital à Ilha de Itaparica é antiga: já havia registros de pedidos desde 1878.
Parceria Público-Privada
O projeto será realizado por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), envolvendo construção, operação e manutenção do sistema rodoviário. A Concessionária Ponte Salvador-Itaparica reúne empresas chinesas como CCCC, CCECC, SHEC e CRGB.


