Uma obra irregular no Aeroporto Jorge Amado, destinada à instalação de um posto de abastecimento de aeronaves, está sob investigação de órgãos ambientais e do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O empreendimento foi embargado pela prefeitura de Ilhéus por falta de licenciamento e documentação.
A denúncia aponta possível crime ambiental em área de preservação permanente com características de manguezal. Um laudo técnico obtido pela reportagem indica proximidade com o Rio Cachoeira, solo hidromórfico, presença de lençol freático a 30 cm e risco à vegetação nativa, como restinga e manguezal. O documento recomenda embargo da obra e vistoria técnica detalhada.
O Ibama realizou fiscalização no local, mas afirmou não ter constatado intervenções que justificassem autuação. A orientação, segundo o órgão, foi para que a empresa buscasse regularização junto aos órgãos competentes.
O MP-BA e o MP Federal foram consultados, mas ainda não se manifestaram sobre o andamento das investigações.
Na esfera política, vereadores ouvidos pela reportagem confirmaram acompanhamento do caso, mas ainda não houve discussões formais na Câmara Municipal.
A prefeitura de Ilhéus reforçou que a obra segue embargada e só poderá prosseguir após a conclusão do processo de licenciamento ambiental. Já a Socicam, administradora do aeroporto, negou que haja obras em andamento, afirmando que tratativas com empresas interessadas só avançarão mediante apresentação de todas as licenças necessárias.
A empresa Avigás Nordeste, responsável pelo projeto, não se pronunciou até o momento. O Inema também indicou que a fiscalização do empreendimento é responsabilidade da prefeitura local.


