Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso nesta sexta-feira (12) em Utah (EUA), suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, de 31 anos, aliado do ex-presidente Donald Trump. A captura foi anunciada pelo governador do estado, Spencer Cox, e ocorreu após familiares e amigos denunciarem o jovem à polícia. Informações do G1.
De acordo com as autoridades, Robinson se entregou voluntariamente e está sob custódia do FBI e da polícia local. Investigações seguem em andamento, mas já foram encontrados indícios físicos que ligam o suspeito ao crime.
Familiares disseram à polícia que o jovem se tornou mais politizado e radicalizou seu discurso ao longo dos últimos anos. Amigos afirmaram que, dias antes do crime, ele comentou sobre a presença de Kirk em Utah e demonstrou hostilidade em relação ao ativista, a quem acusava de “espalhar ódio”.
Apesar do envolvimento no caso, Robinson não possuía antecedentes criminais. Segundo registros analisados pela Reuters, ele era eleitor registrado, mas considerado “inativo” por não ter participado das últimas eleições. Ele cursou um semestre na Universidade Estadual de Utah em 2021, mas abandonou os estudos.
O pai do suspeito, Matt Robinson, é vice-xerife no condado de Washington há 27 anos e teria sido peça-chave para convencer o filho a se entregar.
Charlie Kirk foi baleado no pescoço na quarta-feira (10), enquanto participava de um evento na Universidade Utah Valley. Após o disparo, câmeras de segurança registraram o suspeito fugindo, trocando de roupa e deixando o local a pé.
As buscas mobilizaram o FBI e duraram cerca de 33 horas, mas foram aceleradas após a família e amigos denunciarem o jovem.
O governador Spencer Cox agradeceu à família de Robinson pela colaboração: “Vocês fizeram a coisa certa”, disse.
Já Donald Trump, aliado político de Kirk, declarou em entrevista à Fox News que pedirá a pena de morte para o autor do crime. Segundo o ex-presidente, o suspeito foi reconhecido por um pastor local, que avisou ao pai de Robinson, resultando em sua rendição.


