Uma operação da Neoenergia Coelba em Riachão do Jacuípe revelou que quatro fábricas de cerâmica realizavam ligações clandestinas de energia, desviando cerca de 70 mil quilowatts/hora — quantidade suficiente para abastecer mais de mil residências por duas semanas.
O furto foi descoberto após análise do consumo das unidades, que apresentava inconsistências em relação à atividade praticada nos locais. Além das fábricas, outros sete estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, também foram flagrados com ligações irregulares. Para a ação, a distribuidora mobilizou 14 profissionais especializados no combate a fraudes.
De acordo com Madson Melo, gerente da Receita da Neoenergia Coelba, essas ações protegem a cadeia produtiva da Bahia, evitando concorrência desleal. Ele ainda reforça que o furto de energia é crime, com pena prevista de até oito anos de reclusão, e que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 116 ou no site da Neoenergia Coelba.
Em todo o estado, a distribuidora já removeu aproximadamente 81 mil ligações irregulares neste ano, recuperando energia suficiente para abastecer 5,2 milhões de residências durante 15 dias.


