O processo administrativo contra um servidor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), acusado de assédio sexual, ameaças e condutas abusivas dentro da própria Corte, seguirá em andamento. O corregedor-geral, desembargador Roberto Maynard Frank, indeferiu o pedido de reconsideração feito pelo servidor e afirmou que já existem provas suficientes para aplicação de penalidade.
Apesar da gravidade das acusações, o julgamento final foi adiado pela presidente do TJBA, desembargadora Cynthia Resende, e o servidor segue em atividade, sem afastamento cautelar.
Na decisão, Maynard Frank ressaltou que a apuração reúne “elementos suficientes de autoria e materialidade”, obtidos a partir de provas documentais e testemunhais. O processo administrativo aponta que o acusado teria praticado ameaças contra a vítima, familiares e testemunhas, além de atos libidinosos e abusivos ocorridos dentro do tribunal. O caso também é investigado em inquérito policial, que já resultou na adoção de medidas cautelares contra o servidor.
O processo segue agora para o Conselho da Magistratura. A sessão de julgamento, prevista inicialmente para 8 de setembro, foi cancelada. O novo julgamento ficou marcado para 15 de setembro de 2025, às 8h30, em sessão extraordinária híbrida.


