O projeto da Arena Barradão, orçado em R$ 1,5 bilhão e previsto para concessão de 35 anos, enfrenta entraves dentro do próprio Vitória. A proposta, que prevê a transferência da administração do estádio para um consórcio durante o período de contrato, ainda não avançou nas instâncias internas do clube, o que pode atrasar o cronograma da obra, segundo informações do site Arena Rubro-Negra.
Impasse interno
O atraso começou após o Conselho Fiscal, responsável por analisar a viabilidade financeira do projeto, cancelar a reunião prevista para esta semana, na última terça-feira (19). O encontro havia sido convocado pelo presidente do colegiado, Raimundo Viana, mas foi adiado a pedido do Conselho Gestor, que solicitou mais tempo para ajustes pontuais no projeto.
Sem o parecer do Conselho Fiscal, o projeto ainda não pode ser encaminhado ao Conselho Deliberativo, onde seria debatido e votado. A próxima reunião do colegiado está marcada para 26 de agosto, mas o tema da Arena Barradão não consta da pauta, que deve se restringir à avaliação das contas do segundo trimestre do clube.
Possíveis atrasos
O presidente do Vitória, Fábio Mota, estabeleceu o prazo de 1º de setembro para envio da documentação ao Conselho Deliberativo. Caso não seja cumprido, o início das obras corre risco de atraso. O jornalista Italo Oliveira, do canal Arena Rubro-Negra, afirma que “a possibilidade de um atraso no começo já é algo muito factível e com probabilidade muito alta de que isso aconteça”.
Investimento e estrutura
O aporte inicial do consórcio está estimado em R$ 355 milhões, dentro do valor total de R$ 1,5 bilhão ao longo dos 35 anos de administração. O projeto prevê shopping, museu, restaurantes, camarotes exclusivos e áreas de convivência, além de estrutura capaz de receber shows internacionais.
Além da aprovação interna, o Vitória ainda precisará obter licenças e autorizações externas antes do início das obras. Até o momento, a diretoria não anunciou uma nova data para a retomada do processo.


