A Anvisa realiza, desde 13 de agosto, uma operação no Ceará para combater a falsificação de medicamentos, com foco na distribuição do imunoterápico Keytruda. No caso mais recente, um serviço hospitalar de Vitória da Conquista, na Bahia, denunciou ter adquirido unidades suspeitas do lote YO19148, com data de fabricação em 31/07/2024 e validade 30/07/2026. As embalagens diferiam do padrão original e não apresentavam registro da Anvisa. A investigação segue em andamento.
O Keytruda (princípio ativo pembrolizumabe) é usado no tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esofágico e linfoma de Hodgkin clássico. A circulação de versões falsificadas coloca em risco a saúde dos pacientes e pode provocar efeitos adversos graves.
A Anvisa já havia recebido denúncias anteriores, como a de um hospital em Palmas (TO), envolvendo lote SO48607 com irregularidades de transporte e embalagens suspeitas. A distribuidora responsável não apresentou esclarecimentos, e o caso foi reportado à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Durante a operação, fiscais encontraram diversas caixas de medicamentos sem registro no Brasil, incluindo Keytruda com rótulos em inglês e falsos selos holográficos. A falsificação de medicamentos é crime hediondo, com pena de 10 a 15 anos de prisão, especialmente quando envolve produtos considerados “life saving”.
A operação é feita em parceria com a Secretaria de Saúde do Ceará e a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), e conta com apoio policial para fiscalização em distribuidoras suspeitas.


