O cantor, compositor e instrumentista Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes do samba brasileiro, ele enfrentava há mais de cinco anos as sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC), ocorrido em março de 2017, que o deixou com graves limitações físicas e sem fala.
Informações do portal O Globo.Natural do Rio de Janeiro, Arlindo Cruz ganhou destaque nas rodas de samba do Cacique de Ramos, onde conviveu e aprendeu com artistas consagrados como Jorge Aragão, Beth Carvalho e Almir Guineto. Foi também nessa época que conheceu nomes importantes do gênero, como Zeca Pagodinho e Luiz Carlos da Vila.
Em 1981, Arlindo ingressou no Fundo de Quintal, um dos grupos mais influentes do samba e pagode. Durante 12 anos, ele compôs ao lado de Bira Presidente, Ubirany e Sereno, deixando sucessos como “Seja Sambista Também”, “Só Pra Contrariar” e “Castelo de Cera”. Em 1993, comunicou sua saída do conjunto para seguir carreira solo.
Na trajetória individual, Arlindo Cruz reeditou parcerias importantes, como a com o músico Sombrinha. Além disso, dedicou-se à composição de enredos para escolas de samba, como a Império Serrano, e posteriormente para a Grande Rio, Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu.
Entre suas músicas mais conhecidas e consideradas verdadeiros hinos do samba estão “Meu Lugar” (2007), “A Amizade” (2000), “Nosso Grito” (1999), “O Bem” (2011) e “Será Que é Amor” (2003).
O artista recebeu importantes reconhecimentos ao longo da carreira. Em 2012, o álbum Batuques e Romances foi premiado como Melhor Álbum de Samba. Em 2015, Arlindo conquistou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Músico de Samba.
Em março de 2017, Arlindo sofreu um AVC que mudou sua vida. Desde então, ficou com sequelas severas que comprometeram sua mobilidade e a capacidade de falar, sendo submetido a diversos tratamentos e internações.


