A Prefeitura de Salvador informou, nesta quinta-feira (17), que cerca de 90% das escolas da rede municipal estão em funcionamento, apesar da continuidade da greve do magistério. Segundo a gestão, aproximadamente 370 das mais de 400 unidades de ensino já retomaram as atividades. O retorno dos professores também tem crescido: 70% dos docentes já estão de volta às salas de aula.
De acordo com a administração municipal, os números representam avanço em relação à semana anterior e refletem o esforço da Prefeitura para restabelecer a normalidade na rede. A gestão voltou a apelar para que os profissionais que ainda permanecem em greve retornem ao trabalho, destacando os prejuízos causados aos estudantes e seus familiares.
Ainda segundo a Prefeitura, a campanha salarial de 2025 garantiu reajustes entre 9% e 18% para os profissionais da educação, acima do piso nacional, que teve aumento de 6,27%. Com a nova legislação aprovada pela Câmara Municipal, nenhum professor receberá abaixo do piso nacional, atualmente fixado em R$ 4.867,77.
A gestão afirma que a tabela de vencimentos é irrevogável, pois eventual revogação implicaria redução salarial — prática vedada pela Constituição. Ainda assim, alguns pontos da nova legislação foram parcialmente revistos após diálogo com representantes da categoria, como a possibilidade futura de conversão da licença-prêmio em pecúnia e a criação de novas vagas nos níveis 2, 3 e 4 da carreira, visando valorizar a titulação e o desenvolvimento profissional.
Apesar das negociações anteriores, a Prefeitura informou que não retomará o diálogo com o sindicato enquanto a paralisação continuar. A administração ressalta ainda que há decisões judiciais decretando a greve como ilegal desde 7 de maio. A mais recente, datada de 4 de julho, elevou a multa diária aplicada ao sindicato para R$ 200 mil, além de bloquear repasses e determinar sanções aos dirigentes sindicais em caso de descumprimento das decisões.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também manteve o entendimento da Justiça baiana, reforçando a ilegalidade do movimento e endurecendo as punições. Por isso, a Prefeitura reforça o apelo ao comando da greve para que encerre o movimento, garantindo o retorno pleno das aulas na rede municipal.


