A rede de transporte público de média e alta capacidade (TPC-MAC) da região metropolitana de Salvador poderá mais do que dobrar nas próximas três décadas, saltando dos atuais 64 km para 171 km de extensão. A projeção é o que aponta o Boletim Informativo nº 4 do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades.
Com a ampliação, a estimativa é que o número de pessoas atendidas diariamente por modais mais eficientes -como metrô, VLT, BRT e corredores exclusivos de ônibus — passe de 648,6 mil para cerca de 1,35 milhão. Em Salvador, por exemplo, o percentual da população vivendo a até 1 km de uma estação de transporte público (índice PNT) deve crescer de 36,3% para 52,2%.
Na capital baiana, a chamada Rede Futura prevê, a construção de mais 3 km de metrô, 97 km de VLT ou BRT e 7 km de corredores exclusivos de ônibus, ampliando significativamente a malha urbana atendida. O investimento busca tornar a mobilidade mais eficiente, sustentável e inclusiva.
“O planejamento urbano orientado por dados nos permite identificar prioridades e executar ações que impactem positivamente o cotidiano da população. Mobilidade é qualidade de vida”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também destacou os ganhos sociais e econômicos da expansão.
“Além de ampliar o acesso da população mais vulnerável a oportunidades, a nova rede deve reduzir acidentes, emissões de gases poluentes e otimizar o uso do espaço urbano.”
Outro indicador de destaque é o RTR (Rapid Transit to Resident), que mede a relação entre a população urbana e a extensão da malha de transporte rápido.
A iniciativa faz parte de um esforço nacional para ampliar a infraestrutura de transporte coletivo nas 21 maiores regiões metropolitanas do país, que juntas têm potencial para adicionar 2,5 mil km de rede até 2054.


