O que era para ser uma noite de alegria se transformou em momentos de desespero para Laiane Fernandes e suas duas filhas, de 5 e 10 anos, na última sexta-feira (20), em Ipirá, no centro-norte da Bahia. Durante a festa de São João do município, a filha mais nova caiu de uma altura de quase 10 metros após a trava de segurança da cabine da roda-gigante abrir. Informações do portal Correio da Bahia.
Era a primeira vez que a família visitava a cidade. As irmãs entraram no brinquedo por volta das 23h50, acompanhadas de uma adolescente de 15 anos. Poucos minutos depois, com o equipamento em movimento, a trava da cabine se abriu e a pequena Heloísa, de 5 anos, despencou, chegando a bater em outra cabine antes de atingir o chão.
“Eu comecei a ouvir as pessoas gritarem e corri para tentar segurar, mas não deu tempo. Foi tudo muito rápido”, relatou Laiane, mãe das meninas, ao Correio. Um vídeo registrado no local mostra o momento da queda.
Heloísa ficou desacordada por alguns segundos. “Ela ficou com as perninhas tortas e só um dos olhos abertos. Eu corri, agachei ao lado dela e comecei a gritar para que ela me respondesse. Ela me abraçou, disse para eu ficar calma, que Deus estava cuidando dela. Foi um milagre não ter sido mais grave”, contou a mãe emocionada.
A criança foi socorrida no local por profissionais de saúde e levada inicialmente a uma unidade médica em Ipirá. Em seguida, foi transferida para o Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, de onde recebeu alta neste domingo (22). A menina teve apenas ferimentos leves. Já a irmã mais velha, que conseguiu se segurar na cabine, teve fratura no pé.
Em nota, a Prefeitura de Ipirá afirmou que a roda-gigante havia sido vistoriada tecnicamente antes da instalação e estava apta para funcionamento. “Cumprimos os protocolos exigidos para garantir a segurança dos frequentadores”, diz o comunicado.
A gestão municipal informou ainda que as causas do acidente estão sendo apuradas e que o socorro foi prestado imediatamente no posto médico montado no parque de exposições.
Laiane Fernandes, no entanto, criticou a falta de orientação: “Ninguém nos orientou ou disse que elas não poderiam ir ao brinquedo por serem pequenas. Felizmente, elas estão bem, mas foi um susto muito grande. Eu poderia estar velando minhas duas filhas hoje.”


