O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (9) que o sistema de metrô que liga Salvador à Região Metropolitana poderá ser expandido até a Barra, passando por bairros como Graça e Vale do Canela. A declaração foi dada durante evento no Campo Grande, que marcou a autorização para a publicação do edital de licitação das obras do Tramo IV.
Além do novo trecho, o governo lançou o edital para a aquisição de 10 novos trens, que irão operar na linha entre a Estação da Lapa e a futura Estação Campo Grande. A iniciativa visa fortalecer a mobilidade urbana na capital baiana e na RMS.
Questionado sobre a possibilidade de uma estação em Lauro de Freitas, Rui confirmou que há previsão contratual, mas condicionou a construção ao aumento do fluxo de passageiros.
“Está no contrato que, quando atingir X passageiros na hora pico na estação do aeroporto, se a estação do aeroporto ficar cheia, aí a empresa é obrigada a iniciar a obra da nova estação de Lauro de Freitas. Isso já está previsto no contrato, não precisa de recurso, é obrigação contratual da empresa”, explicou.
Segundo o ministro, também há estudos para a construção de estações em Salvador, que podem levar o sistema até o bairro da Barra. Entre os pontos cogitados estão o Vale do Canela, a Graça e o entorno do Shopping Barra.
“Depois da estação Campo Grande, tem a possibilidade de seguir pelo Vale do Canela. Se for por ali, abre-se a chance de, no futuro breve, Jerônimo [governador da Bahia] poder pensar numa estação no viaduto da Graça, por exemplo, que tem as universidades ali, e eventualmente outra estação no Shopping Barra”, disse Rui.
Usando um ditado popular, o ex-governador da Bahia destacou que o projeto deve avançar por etapas.
“Cada dia com sua alegria. Minha mãe dizia: ‘mingau quente a gente come pelas beiradas. Se meter a colher no meio, queima a língua’. Então estamos fazendo um esforço gigantesco, e o Estado da Bahia é hoje o segundo em volume de investimento, só atrás de São Paulo”, afirmou.
Apesar do tom cauteloso, Rui garantiu que a intenção é seguir avançando:
“Vamos comendo o mingau pelas beiradas, mas vamos comer o mingau inteiro. Para saborear o gosto do investimento público de alta qualidade e de alta performance, como esse que nós estamos fazendo”, completou.


