O setor de planos de saúde iniciou 2025 com forte crescimento financeiro. De janeiro a março, as operadoras registraram um lucro líquido de R$ 6,9 bilhões — alta de 112% em relação ao mesmo período de 2024, quando o montante ficou em R$ 3,1 bilhões. Os dados foram divulgados na terça-feira (3) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O lucro operacional — que desconsidera receitas financeiras — também teve um salto, passando de R$ 1,87 bilhão no primeiro trimestre de 2024 para R$ 4,4 bilhões neste ano.
Ao somar os números das operadoras de planos odontológicos e das administradoras de benefícios, o ganho total do setor chegou a R$ 7,1 bilhões no período.
Das 606 empresas reguladas pela ANS, 78,3% encerraram o trimestre com saldo positivo — um avanço de 3,3 pontos percentuais em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
Custos judiciais e índice de sinistralidade
As operadoras gastaram R$ 3,8 bilhões com ações judiciais entre janeiro e março, o equivalente a 1,23% da receita com mensalidades. A maioria dos processos (62,4%) está relacionada ao não cumprimento de cláusulas contratuais.
Já o índice de sinistralidade que mede a proporção entre as despesas com assistência e a receita das operadoras recuou e voltou a níveis pré-pandemia. As grandes operadoras registraram o menor índice: 74,4%.
O desempenho positivo do setor acontece enquanto os reajustes nos planos coletivos seguem elevados. Para 2025, a média estimada é de 12,8%, o que tem gerado crescente insatisfação entre os consumidores, que enfrentam dificuldades com negativas de cobertura e aumento dos custos.


