O humorista Leo Lins se manifestou publicamente pela primeira vez após ser condenado a oito anos e seis meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. A sentença, proferida pela 3ª Vara Criminal Federal, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e se refere a falas proferidas durante seu espetáculo “Perturbador”, publicado no YouTube em 2022.
No vídeo divulgado em seu canal nesta semana, o comediante atacou a decisão da juíza Bárbara de Lima Iseppi e questionou os fundamentos jurídicos utilizados na sentença. Segundo Lins, o julgamento teria sido pautado por critérios subjetivos. “Um dos argumentos citados na sentença veio da Wikipédia. Isso não é piada. É real”, afirmou. “Estamos vivendo uma epidemia de irracionalidade. As decisões judiciais estão sendo tomadas com base em emoção, não em razão.”
O show em questão reúne piadas com temáticas como racismo, abuso sexual, pedofilia, gordofobia, zoofilia e tragédias, incluindo comentários considerados ofensivos sobre o incêndio da Boate Kiss. O vídeo soma mais de 3 milhões de visualizações no YouTube.
A defesa do humorista já sinalizou que pretende recorrer da decisão. A condenação de Lins reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e discurso ofensivo, especialmente no campo do humor.


