Um influenciador voltou a ser alvo de polêmica após ser abordado pela polícia enquanto dirigia uma motocicleta sem habilitação durante uma transmissão ao vivo. O episódio aconteceu pouco mais de um mês após sua imagem ser associada a um suposto chefe do Comando Vermelho (CV).
Com apenas 17 anos, ele decidiu “viver a experiência” de entregador de delivery, mas acabou cometendo uma infração gravíssima ao conduzir o veículo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O momento foi transmitido em um perfil reserva, após o influenciador ter desativado sua conta principal com mais de 10 milhões de seguidores.
Na gravação, é possível ver quando ele para ao lado de outros entregadores em um semáforo, sendo surpreendido por agentes da Força Tática em patrulhamento. Logo ao ser abordado, avisa que está fazendo uma live, mas os policiais ordenam que a gravação seja encerrada, solicitando também que ele e outros dois homens fiquem em posição de abordagem.
Infração e consequências
Dirigir sem ter completado 18 anos e sem a devida permissão ou CNH é considerado infração gravíssima, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultando em multa de R$ 880,41. Quando o condutor é menor de idade, o responsável pelo veículo é quem responde administrativamente. No caso, ele não responde criminalmente, mas poderá ser submetido a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Histórico recente de polêmicas
O episódio ocorre após uma recente controvérsia envolvendo o influenciador. Há menos de dois meses, ele foi fotografado usando um cordão de ouro supostamente pertencente a um dos líderes do Comando Vermelho e chefe do tráfico em comunidades conhecidas no Rio de Janeiro.
Na imagem, além do cordão, o influenciador aparece fazendo um gesto com as mãos — sinal associado por autoridades à facção criminosa, com atuação também na Bahia. O caso lembra o de outra influenciadora, que passou a ser investigada após aparecer com o colar de um traficante apontado como chefe do tráfico em uma das principais comunidades cariocas.
Defesa nega qualquer vínculo
Em nota enviada à imprensa, a defesa do influenciador negou qualquer envolvimento com organizações criminosas ou apologia ao crime. “É comum que, em eventos públicos, como o baile funk em que esteve presente recentemente, seja abordado por admiradores que pedem fotos e, por vezes, oferecem acessórios para os registros”, afirmou a assessoria jurídica.
Segundo a nota, o uso do cordão ocorreu de forma espontânea e momentânea, sem que ele soubesse de sua possível ligação com o tráfico. Sobre o gesto feito na foto, a defesa argumentou que se trata de um sinal recorrente nos registros do influenciador, inclusive ao lado de figuras públicas, sem qualquer relação com simbologias criminosas.
“A roupagem que pretendem dar para o gesto feito na foto é inconsequente e sensacionalista”, conclui a nota.


